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Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna.” João 4.14

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SEDE

Continuando nossa viagem, (depois do Jabuti) uns quatro dias à frente, estávamos passando numa região bastante seca da Floresta Amazônica e por dois dias tentamos de todas as formas encontrar água, cavamos com as mãos mais de 13 buracos até onde o braço alcançava no intuito de encontrar a preciosa água para matar a nossa sede.

Cortamos cipós, cortamos raízes enfim todos os recursos acumuladores de água da floresta já tínhamos recorrido. Não tínhamos mais unhas de tanto cavar buracos, procurávamos àqueles lugares mais baixos, riachos, leito de rios que estavam secos e nada. Durante a noite colocávamos plástico para tentar coletar gotas do orvalho, mas por ser a mata tão densa nada chegava ate o plástico. Cavamos buracos e cobrimos com plástico e no seu interior uma panela para coletar a umidade do chão e também não conseguimos nada.

Todos bem desidratados, alguns dias sem poder tomar um banho, roupas catinguentas, super suados devido ao intenso calor, subíamos as serras e o coração deseja sair pela boca, câimbras intensas. Algumas caças nem abatíamos porque só seria possível come-las cozinhando e sem água até a alimentação começou a ficar escassa, devido estarmos atravessando uma região seca nem frutos haviam e aves possíveis de comer assadas devido a escassez de água não estavam habitando aquela região.

Ao entardecer do 3º dia sem a preciosa água os dois companheiros disseram que iriam voltar na manhã seguinte. Olhei para eles e triste com a decisão deles, mas compreendi perfeitamente, estavam ali lutando uma batalha que não era deles, correndo atrás de um sonho que nunca sonharam e acompanhando um louco. Disse a eles que montassem o acampamento, pois minhas mãos estavam bastante inchadas e calejadas devido a abertura do caminho que estávamos fazendo. Pedi que fizessem o acampamento entre uns pés de assai na beira de um igarapé que de seco levantava poeira. E que colocassem o plástico sobre as redes, porque ao anoitecer macacos da noite são hábeis em urinar e defecar sobre nós tentando nos afugentar do habitat deles, neste instante o jantar cantou, orei pedindo a Deus o jantar e que Deus mostrasse ser a vontade Dele estarmos naquele propósito nos dando água naquela noite.

Os dois ficaram montando o acampamento e eu fui buscar o jantar, após pegar o mesmo, retornei para o acampamento e no meio do caminho vem ao meu encontro os dois companheiros pálidos, arrepiados e bastante assustados, logo disse: Toparam com uma onça? Local ali tem demais e são nossas companhias todas as noites. Não missionário, responderam eles, vamos ter que mudar o acampamento de lugar, mas por que eu perguntei. Missionário vai lá pra você ver, vai inundar tudo o igarapé está enchendo de água, fui lá e a água vinha trazendo as folhas secas e a poeira ia levantando e tínhamos água. Não, não precisam tirar o acampamento Deus só irá dar o necessário, respondi.

Na manhã seguinte lavamos todas as nossas roupas, passamos o dia ali louvando a Deus e descansando para recuperar as forças porque ainda tínhamos mais 15 dias de caminhada até o destino programado. A água no igarapé chegou até a minha cintura e os dois mais uma vez surpresos com o agir de Deus e o irmão recém convertido, disse que não sabia que este Deus era tão poderoso, e que estava ali no meio da floresta se importando com a gente e acrescentou; quanto tempo da vida eu perdi e quanto eu já padeci, deixando de pedir o que eu precisava para Ele.

Após o descanso de um dia e de muito louvor. Partimos na manhã seguinte deixando ali nossos pertences, porque ali tinha água. Abrimos o caminho até as 3 horas da tarde e aí retornamos para o nosso acampamento numa caminhada de três horas, ao chegarmos encontramos o igarapé seco, não havia mais água. Era Deus dizendo, saiam da zona de conforto e continuem o que determinei para suas vidas. Levantamos acampamento e seguimos a viagem.

Que este pequeno testemunho edifique tua vida.