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E tudo o que pedirdes em oração, se você crer, você receberá”. Mateus 21.22

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JABUTI

Me preparava para mais uma viagem missionária e andando pelo centro da cidade encontrei um irmão que há 15 dias havia se casado. Na época nós dávamos assistência à Igreja em que ele congregava e no último domingo havíamos pedido oração por esta viagem. Ao ver-me perguntou: “E aí missionário já conseguiu algum companheiro?” Respondei que não e que iria sozinho. Esta foi uma das maiores dificuldades que encontramos, inclusive nos dias atuais, pessoas com medo de arriscar suas vidas em prol do evangelho, bem melhor ficar na zona de conforto.

 

Ele prontamente me disse: “Irei contigo, nunca andei na mata, não tenho experiência nenhuma mas eu irei”. Irmão você é recém casado, não seria bom você deixar a esposa sozinha e só Deus sabe se retornaremos um dia, não consegui convencê-lo a desistir.

Embarcamos rumo a cidade de Oriximiná, uma viagem de 13 horas, subindo Rio Amazonas e depois o Rio Trombetas, ao amanhecer estávamos em Oriximiná. Assim que desembarcamos veio até mim um rapaz e perguntou: “Missionário você vai lá pra mata?” respondi que sim e ele disse: “eu irei com vocês”.Disse que infelizmente ele não podia. Eu sabia que era uma viagem em que as hostes do Inferno fariam de tudo para impedir e seria loucura da minha parte levar um incrédulo.

 

Mesmo tendo impedido de ele nos acompanhar, ele nos convidou para a sua casa e disse que na manhã seguinte teria um caminhão que iria pra um determinado lugar e que poderíamos conseguir uma carona e evitaríamos de caminhar a pé 95 km. Naquela noite reuni com a família dele debaixo de uma mangueira e ali a família toda aceitou o Amor de Deus. Agora ele estava protegido com o sangue do Cordeiro para nos acompanhar, e ficou feliz em ir conosco.

Após descermos do caminhão seguimos nossa viagem a pé, e após três dias de caminhada, tomando só chibé (farinha de mandioca com água), até então não tínhamos encontrado nenhuma caça. Os dois parceiros já desanimados no 3º dia, ainda tínhamos mais 25 dias a pé pela Floresta Amazônica, vi que estavam fracos e que o chibé não estava sustentando. Então pedi ao rapaz no seu 4º dia de conversão que orasse pedindo a Deus uma caça, ele respondeu: “não sei orar”, falei a ele que orar era deixar o coração falar com Deus.

 

Ele orou e disse: “Deus nos dê um jabuti e este jabuti vai estar debaixo daquela árvore. Amém” Em meus pensamentos falei, não acredito, com tanta caça boa ele me pede um jabuti? E pra complicar ainda determinou o local em que o jabuti estaria. Falei vai lá então buscar o jabuti, ele foi todo feliz e roçou com o facão debaixo daquela árvore, deixou tudo limpo à procura do jabuti. E enquanto isto eu batia um papo com Deus. Deus por favor, não negue fogo agora, 1ª oração dele responda por favor, se tu fizeres isto tenho certeza que a fé dele no Senhor será maior.

 

Após ele procurar em todos os cantos gritou de lá: “missionário aqui não tem jabuti nenhum, não falei que não sabia orar, talvez falei errado e Deus não entendeu minha oração. Gritei, pois estávamos distantes, sim Deus ouviu sua oração e ouve todas as orações. Talvez o problema esteja com você, você deve estar procurando este jabuti com os teus olhos de caçador, mas esqueça isto e olhe com os olhos da fé.

Não demorou nem dois minutos e ele gritou; achei. A alegria dele foi imensa e a do irmão recém casado também pois não conheciam o Meu Deus, Algo que para mim é bastante comum para eles foi algo espetacular.

Adiante paramos para preparar o jabuti, acendemos um fogo e enquanto eles assavam os miúdos e a tripa eu sai a procura de alguns pequis para assarmos, e deixamos as cambotas para cozinhar à noite, por serem duras demais.

Este é mais um pequeno testemunho que deixo com os irmãos e espero que edifique sua vida.